Radiofrequência monopolar: como funciona e para quem é indicada
O que muda entre monopolar e outras radiofrequências, e quando ela faz sentido.
Radiofrequência é uma das tecnologias não invasivas mais usadas hoje para tratar flacidez — mas nem todo aparelho de radiofrequência funciona do mesmo jeito. A diferença entre monopolar e outras configurações explica boa parte do resultado.
Como a radiofrequência atua na pele
O princípio é térmico: a energia de radiofrequência aquece a derme de forma controlada, gerando uma lesão térmica mínima que estimula o corpo a produzir mais colágeno e elastina como resposta. É esse processo de remodelação, ao longo das semanas seguintes, que melhora a firmeza da pele — não o aquecimento em si.
Por que 'monopolar' faz diferença
Aparelhos bipolares concentram a energia entre dois eletrodos próximos, atingindo camadas mais superficiais. Já a radiofrequência monopolar usa um único eletrodo ativo e alcança camadas mais profundas — derme, septos fibrosos (onde está o colágeno) e, em equipamentos de dupla frequência, também a camada subcutânea. Isso permite tratar a estrutura de sustentação da pele, não só a superfície.
Para quem é indicada
O que considerar antes de fazer
Radiofrequência não é indicada durante a gestação nem para quem tem marca-passo ou outros implantes eletrônicos. Peles inflamadas, muito sensibilizadas ou com histórico de hiperpigmentação pós-inflamatória exigem avaliação cuidadosa antes da aplicação. E vale reforçar uma expectativa realista: em casos de flacidez muito avançada, radiofrequência melhora a qualidade da pele, mas não reposiciona estruturas profundas como uma cirurgia.

